domingo, 29 de maio de 2011

ALFORJE é o novo Cd e show/cantoria de Aldy Carvalho.



ALFORJE é o novo Cd e show/cantoria de Aldy Carvalho. E já está disponível e posso recomendá-lo. No Cd são 15 músicas belíssimas que fazem bem a mente e a alma. E pode ser adquirido direto com o autor pelo email: pazink@globo.com e, através do tel: (11) 95134268 com Lenir, ou ainda para todo o Brasil, através do site da Livraria Cultura: www.livrariacultura.com.br

ALFORJE é também um SHOW inesquecível, e todos nós carregamos um alforje e nele nossas coisas, tangíveis e intangíveis, materiais e imateriais, preciosidades, significantes e significados. Na nossa jornada, seja no início ou já bem longe léguas percorridas, de partida ou de chegada, todos carregamos um alforje.

Tributo ao Cordel (por PedrO MonteirO)


 


O CORDEL tem seu espaço
Com todo o merecimento.
É poesia alinhavada
No crivo do pensamento,
Faz movimento constante,
É estrela cintilante
No alto do firmamento.

Seu berço e seus precursores,
Quando são questionados,
Alguns se arvoram dizendo
Estarem bem inteirados.
Já eu estou entre os céticos,
Se todos preceitos éticos
Estão sendo observados.

Muitos só copiam e colam,
Apenas dizendo amém.
Mas outros ficam inquietos 
E procuram ir além.
Para melhor progredir,
É importante fugir
Da decoreba também.

Ouvi mestres e doutores,
Mas não fiquei convencido.
Só os bons pesquisadores
Têm meu aval garantido,
Pois no estudo vão fundo
E depois repassam ao mundo
Todo saber recolhido.

Tenho escutado diversas
Afirmações sobre o tema.
Quando dizem: — Ele é ibérico!
Eu nunca entrei em dilema.
Compor poema e rimar,
Orar e metrificar,
Esses têm sido meu lema.

Sendo assim, essa conversa
Poderá ser resolvida,
Se balizada em estudo,
Pesquisa bem sucedida,
Das brenhas do estrangeiro
Ao Nordeste Brasileiro
E só depois, proferida.

Louvando a diversidade
Do meu berço varonil,
Sei, não devemos pôr lenha
Numa discussão senil.
O bom senso nos dirá!
Que do jeito que ele está
Tem o rosto do Brasil.

Leandro Gomes de Barros
Foi seu catalogador.
Deu nova forma às sextilhas,
Fluidez e mais vigor.
Também recebeu ajuda
De José Galdino Duda,
Da setilha introdutor.

Em constante movimento
De autorrenovação,
Por isso mesmo é flagrante
A sua evolução.
É uma bela poesia
Composta com harmonia
E muita imaginação.

É ferramenta eficaz
Na formação de leitores.
Iluminando as ideias,
Conceituando valores,
Causa um grande rebuliço
Se colocado a serviço
Dos nossos educadores.

Se você quer saber mais
Não se faça de rogado,
Nem fique na superfície
De qualquer pronunciado.
Vá fundo em sua pesquisa,
Para ter melhor baliza
No que for catalogado.

O Cordel se faz presente
No meio urbano e rural,
Sua grandeza poética
Vem galgando cabedal.
E com tanto predicado
Tem o seu nome pautado
Até na tela global.

    

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

LUTA & SABOR (por Pedro Monteiro)

O que nós realizamos
Nem sempre tem a beleza
Dos jardins que nós sonhamos,
Mesmo assim, tem a grandeza
De quem persiste lutando
No dia-dia enfrentando
Turbulenta correnteza.

Por isso mesmo, regamos
Nossa plantação formosa,
Cada florzinha colhida
Vem de forma virtuosa
Encomiar de alegria,
E mesmo na correria
Fazer a vida gostosa.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

***SONHOS DE UMA MIRAGEM*** (de Pedro Monteiro)

Certa vez motivado pela sustança do almoço, me aconcheguei a uma rede, fechei os olhos e viajei; eram tempos de estiagem no meu torrão Piauiense, eu caminhava por uma região campestre feito um andarilho desbriado, o Sol queimava sem piedade e minha garganta doía de tanta sede. Ávido por um lugar para me refrescar, capengava por debaixo de uns arvoredos de folhagens tostadas quando, repentinamente, avistei uma região com muito verde e rumei para lá. Chegando naquele lugar, fiquei encantado com o que vi, pois além do alegre cantar dos passarinhos e dos macaquinhos que faziam uma festa danada no alto das árvores, comendo e derrubando frutas no chão, estava eu ali, frente a frente com uma belíssima nascente de água cristalina que formava um expressivo veio, onde era possível avistar uma grande diversidade de Peixes. Tive uma forte sensação de ser o primeiro humano a pisar naquele Éden.

Era mesmo um lugar dadivoso, com uma incomparável comunhão de belezas: animais, flores e frutos silvestres, transformavam aquilo tudo num verdadeiro paraíso terrestre.

Após saciar a sede que me castigava e comer saborosas frutas, deitei-me sobre a folhagem para um breve descanso do corpo e da alma... Eis que, subitamente, fui cercado e dominado por uma grande quantidade de animais, aqueles antes inofensivos, agora me hostilizavam, me tratando como réu! Fiquei horrorizado com o olhar cortante de uma pequenina tartaruga... Meu amigo! De forma impiedosa, fui por eles, arrastado para uma Corte de Justiça, e lá o magistrado supremo, me olhou firme e sentenciou: - Você está enquadrado na lei da supremacia dos bichos, que diz em seu Artigo 1º:

– É dever do humano, preservar as florestas, a fauna e a flora.

I - A natureza devolverá rigorosamente toda agressão a ela praticada, tais como: devastação das florestas, poluição do ar, dos rios e do mar.

II – Cada humano responderá pelo lixo que gera, e pela displicência em sua destinação.

Parágrafo único - Pena capital para quem descumprir o determinado.

- Neste momento fui acometido de um grande susto! Um maracujá caiu sobre o meu peito e dei um grande salto... Opa... Na minha rede não!